Num domingo comum, recebo uma mensagem da Alinne, enviada para o meu celular: “e aí, doida! Tá afim de ver o pequeno príncipe no Coliseu hoje? Tenho 4 ingressos!”
Ahn? Será que li direito?
“O pequeno príncipe” é “vivido” por ninguém menos que Luana Piovani. E a entrada era de no mínimo R$ 40 (no lugar mais tosco).
Como estava no ensaio do grupo, mandei uma mensagem pra ela dizendo que ligaria assim que chegasse em casa. E liguei assim que cheguei em casa, literalmente. Ela explicou que a mãe dela recebeu os ingressos por trabalhar na prefeitura de Santos… e dois ingressos estavam sem dono. Detalhe maior? Camarote!
Liguei pro Gu e ele confirmou presença (claro, né?).
A peça iria ter início às 17h e como o Léo está motorizado, passou em casa para nos buscar.
Lá é simplesmente lindo. Foi uma restauração e tanto o que fizeram naquele lugar. Disseram (mas só disseram… não tenho fontes fidedignas) que nos tempos passados ali era usado para “peças pornográficas”… ou seja, uma espécie de “filmes pornôs ao vivo”. E indo lá atualmente, não tem nem como imaginar que isso realmente aconteceu.
Bom, subimos e entramos no camarote. Ficamos tirando fotos da luminária do camarote, da cortina do teatro, do pessoal lá embaixo… e foto de quem tirava foto da gente. Parecíamos aquelas pessoas que ficam encantadas, ao ver o mar pela primeira vez.
O espetáculo começou e as fotografias foram proibidas. Mas acreditem, foi lindo também. Muito bem estruturado e com efeitos sensacionais.
A Luana dá uma cara meio retardada ao príncipe… mas é engraçado. E pra idéia da peça foi extremamente válido.
E sem querer falar do corpo da peça, mas já falando… a parte com os trapézios foi uma boa sacada.
No fim da peça, a Luana leu um texto do próprio Antoine de Saint-Exupéry que fechou com chave de ouro todo o objetivo do livro (e, conseqüentemente, da peça).
“Cada um que passa em nossa vida, passa sozinho, pois cada pessoa é única
e nenhuma substitui outra.
Cada um que passa em nossa vida, passa sozinho, mas não vai só
nem nos deixa sós.
Leva um pouco de nós mesmos,
deixa um pouco de si mesmo.
Há os que levam muito,
mas há os que não levam nada.
Há os que deixam muito,
mas há os que não deixam nada.
Essa é a maior responsabilidade de nossa vida,
e a prova evidente que duas almas não se encontram por acaso. “
Muito bom!
Mais uma meta cumprida! _o/